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PIXO: Marcas urbanas 9 Comentários


Bom, a convite das autoras estou aqui escrevendo pela primeira vez (que orgulho!) no blog que leio a tarde durante um time to relax do tramp’s. Aliás pela primeira vez escrevo em um blog por isso já adianto um pedido de desculpa pois não possuo o tempo para escrita cibernética como as autoras e criadoras do Oventilador.

Estava vendo um site sobre o exu Tranca Rua e me deparei com o trabalho do João Weiner (fotógrafo, produtor enfim um artista voltado as questões que afligem as grandes metrópoles | O crescimento desgovernado das periferias e o descaso do governo em relação ao problema.). João Weiner em companhia de Roberto Oliveira produziu um filme sobre a pixação em São Paulo chamado PIXO que está rodando o mundo em diversos festivais, em um deles (Fondation Cartier) o pixador de São Paulo, Djan Ivson da Silva, conhecido como Cripta, fez um enorme pixo na fachada principal do museu. Tudo muito bem produzido, bem pesquisado e o mais importante, é a realidade de muitos jovens paulistanos que encontram nessa “arte” uma válvula de escape, seja para os preconceitos que vivem diariamente, ou pela falta de oportunidades em socializar esses jovens com todos que tem oportunidades e meios, como a internet por exemplo, para base de pequisa e conhecimento.

Coloquei a palavra arte entre aspas pois a pixação pode ser considerada como arte? Antes de entrar nesse mundão da web trabalhei dois anos na policia militar de São Paulo e é claro que o convívio me fez crer que isso não passa de uma vagabundagem e passivo de cadeia previsto no código penal. Mas trabalhando em uma ong voltada para capacitação profissional e ao lazer de jovens que vivem na periferia, ouvi muitos relatos que descreviam isso, o fato de fixar, como uma marca, onde só quem é inserido no meio as identifica, e é passado de geração para geração nas periferias. São os jovens marginalizados pela sociedade dizendo: Estamos aqui!

Isso pode ser uma definição de arte?
Como não sou juiz, nem curador de exposições, deixo abaixo imagens do documentário mui bom e que vocês podem tirar suas próprias conclusões sobre o tema.

Para aqueles que querem ver o documentário Pixo, de Roberto T. Oliveira e João Wainer, fique ligado pois neste sábado (31/10) vai rolar uma projeção, na faixa, aqui em Sampa. Abaixo segue o serviço.

Projeção de PIXO
Onde: Matilha Cultural, rua Rego Freitas, 542, Centro
Quando: 31/10 ás 20h50
Quanto: grátis

Crédito da foto para CHOQUE|PHOTOS

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por Felipe Ferreira

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Este post recebeu 9 comentários

  1. Patricia disse:

    O documentário vai ser muy fueda. E só ressaltando que ele vai rolar na Mostra Internacional de Cinema deste ano ;)

  2. Malaga disse:

    Cara não acredito que seja arte mesmo se enquadrando como Street Art o.O, mais acredito na ideia de um marca um símbolo de algum grupo!! (tipo The Warriors) mais amplamente foge um pouco do conceito de arte pois para começar em muro nenhum essa porra fica bonito ou satisfaz nossos olhos, só aumenta mais a poluição visual da cidade……..maaaaas um lado bom existe nisso, o ato de “PIXAR” em boa parte se torna um primeiro passo para esse jovens estudarem e se interessarem por arte e evoluírem como artistas e pessoas, exemplos não faltam!

    Ótimo post =]

    • Belo comentário mas é difícil enquadrar o pixo em algum segmento mesmo, pois se acontecer no muro da sua casa qual sua atitude? Mas e pq existem pessoas q fazem isso se arriscam? É um assunto complexo mas como vc muito bem lembrou ele as vezes é a porta de entrada de muitas pessoas para eles estudarem sobre a arte.

      tks srº ;)

  3. annyeah disse:

    O Fato do Pixo ser arte, é uma obviedade. Toda e qualquer expressão humana que denote aspectos culturais, socioeconomicos e etc É arte. Temos o hábito de denominar “arte” somente o que nos agrada com base nos padrões que conhecemos, o que é errado. Ser bom, ser ético, estruturado, bonito ou feio…é uma mera e relativa questão de opnião!

    • Não afirmaria q seria arte, pois se pudessemos afirmar que se trata de arte, não surgiriam dúvidas, aliás é um tema q trânsita no mundo da duvida. E o que nos choca nem sempre é arte, pode ser puro vadalismo apenas sem códigos ou teorias e cima do que é feito. Um rabisco pode ser uma fonte inesgotável de signos, ou pura falta de educação e vagabundagem de um deliquente..mas como vc disse é opinião quem define, mas por via das dúvidas evite fazer pixo pois poderá cair na carceragem =)

  4. Pladainous disse:

    Não acho que isso seja arte, muito menos uma válvula de escape para “jovens que sofrem preconceitos no seu cotidiano”. Acho crime. Acho que existem outras formas artísticas de se evidenciar e propagar opiniões e manifestos, mas a pixação não é a uma forma artística muito menos um manifesto. A pior das formas de se expressar opinião em sociedade: invade-se o espaço do outro, estraga-se seu bem porque lá na sua comunidade, na sua casa sem ouvido do pai e carro zero na garagem o marginal não encontra as respostas e nem alguém pra discutir suas ideias. Infeliz aquele que acredita que isso seja arte e que arte possa surgir de pessoas que depedram, degradam e causam indignação. Só lamento…

    • É simples assim mesmo, pixar é crime ambiental nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena de detenção de 3 meses a um ano, e multa. Mas pq jovens se arriscam diariamente por algo que julgam sendo vandalismo?(pela lei a afirmação é correta) É fácil apenas julgarmos sem entender o que esses jovens querem demosntrar, será apenas rebeldia e falta de educação e vandalismo? Se esses jovens estivessem fazendo cursos profissionalizantes oucupando seu tempo vago pois os pais sempre estão trabalhando e quem ensina esses jovens é a rua. Acho que essa rebeldia poderia ser “domesticada” e assim ao invés de grafias q não entendemos pois não estamos inseridos nesse meio, teriamos desenhos espalhados pela cidade.Eu não defendo a pixação mas é muito fácil apenas chamar o jovem de vagabundo marginal

  5. [...] do rock, e PIXO, de João Weiner e Roberto Oliveira, que – como o @Felip_Ferreira falou aqui no oventilador – documenta a ‘arte’ da pixação em São [...]

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