A Ex primeira dama, Pat Nixon! 0 Comentários
Continuando nossa saga das Mulheres no Poder, temos prazer em apresentar no …
- 3º lugar: Pat Nixon
É muito gratificante e prazeroso falar de Pat Nixon, primeiro porque ela é era uma mulher fantástica; segundo porque ela foi esposa e fiel companheira de um dos homens que mais admiro no mundo, o ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.
Pat Nixon nasceu em 1912, na cidade de Ely, estado de Nevada. Onde seu pai trabalhava em uma mina. Pouco tempo depois do nascimento de Pat, seu pai decidiu mudar de Nevada, havia muitos acidentes nas minas, e ele preferiu mudar para a Califórnia em busca de uma vida melhor. Com alguma economia ele comprou um sitio em uma cidade chamada Artesia. Foi nesta pequena cidade que Pat cresceu. Desde menina Pat teve que encarar muitas responsabilidades; quando ela tinha 12 anos de idade sua mãe faleceu, a partir desse momento coube a ela a responsabilidade de cuidar da casa, de seu pai e de seus irmãos. Cinco anos depois, seu pai também veio a falecer, ela tinha então 17 anos; e estava no ultimo ano do colégio, mesmo assim não se abateu e prossegui os estudos, dividia então os afazeres escolares com um trabalho em um banco da cidade. Um ano depois, Pat e seus irmãos foram morar com parentes em Nova York. Ela permaneceu em Nona York trabalhando em um hospital por cerca de um ano. Juntou todo o dinheiro que pode durante esse tempo e então voltou a Los Angeles para estudar na Universidade da Califórnia do Sul.
Durante o período em que esteve na faculdade, morava sozinha, e trabalhava, inclusive nos finais de semana e feriados, para poder bancar as mensalidades da Facul. Por ser uma mulher bonita e inteligente ela também fazia “bicos” em pontas de filmes, como figurante. Como era uma excelente aluna, sempre recebendo elogios de seus professores, podia se dar ao luxo de faltar em algumas aulas pra desempenhar essa tarefa. Mas a própria Pat, sempre disse que nunca sonhou ser atriz.
“Queria desempenhar uma atividade que, alem de fazer algo por mim mesma, estivesse fazendo algo por outras pessoas”. Pat Nixon
Pat formou-se em 1937, o mesmo ano em que Richard Nixon se formou em Direito pela Universidade de Duke. Existem certas coisas na vida que estão completamente alheias ao nosso controle, que são unicamente decididas por fatores externos, uns chamam de acaso, outros destino. Logo depois de formada ela recebeu uma proposta para trabalhar como professora em uma cidade da Califórnia, chamada Whittier. O principal motivo que levou Pat a aceitar o convide era o salário, e também a possibilidade de curtir todos os anos as férias de verão. Pat amava participar de peças de teatro amador, dançar, patinar, ver filmes, e esse emprego daria a ela tempo, pra desfrutar desses passatempos e entretenimentos que tanto despertavam sua atenção. Mas acima disso, foi o destino, sim, o destino, que fez com que Pat aceitasse este emprego, pois foi em Whittier que ela conheceu o homem que viria a ser o 37° presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.
Eles se conheceram por ocasião de testes que Pat fazia para uma peça de teatro amador. Richard Nixon tinha uma amiga em Whittier, e essa amiga comentou com ele que levaria a este teste uma professorinha muito simpática, inteligente e encantadora. Provavelmente Nixon deve ter pensado: “Vou aparecer lá então, pra dar uma olhada no “ensaio” da peça”. rs. Na hora dos testes da peça, Nixon apareceu, e ao ver Pat ele ficou tão encantado que resolveu tomar parte nos testes também, agora ele queria participar da peça. É obvio meus caros, que ele só fez isso por causa da Pat, porque nessa época ele já era advogado, recém formado, mas já atuava, e tinha pouco tempo pra diversões, imagine então participar de peças de teatro amador. Lá, ambos foram apresentados, e ele meio que ficou sem jeito, era bastante tímido, mas no decorrer do teste ele foi trocando algumas palavras com Pat. Ao termino, Nixon se ofereceu para leva-la ate sua casa, e chegando lá à surpresa, Richard Nixon pediu Pat em casamento, assim, na lata, no mesmo dia em que haviam se conhecido. Ela provavelmente deve tê-lo achado um louco, (Na verdade o Nixon era meio louco mesmo) por falar uma coisa daquelas tão assim de repente, principalmente porque Richard Nixon era o oposto daquilo, ele era do tipo reservado.
Pat, é claro, não aceitou o pedido de Nixon – pelo menos não aquele dia -, mas propôs que eles saíssem, se conhecessem melhor. A verdade é que Pat admirou Nixon desde o primeiro momento, pois apesar de ser tímido ele era inteligente, divertido e um bom parceiro de aventuras. Depois desse dia eles passaram a se ver com freqüência, no inicio como amigos, depois namorados. Viajavam juntos, iam a festas, praticavam esportes de todos os tipos. Ele procurava estar sempre perto dela. Levava-a de carro de Whittier a Los Angeles, quando ela precisava, e ficava a sua espera para traze-la de volta. Assim, Pat e Richard permaneceram pelos três anos seguintes; ate que finalmente em 1940 ela disse “SIM”! E eles se casaram. =D
Em 1946, logo apos o final da segunda guerra mundial, Richard Nixon resolveu entrar para a política, e concorrer a uma vaga no congresso americano. Era a primeira vez que ele iria concorrer a um cargo político, e suas chances eram poucas, já que iria concorrer contra um adversário local que já ocupava uma vaga no congresso e que gozava de muita credibilidade com a população de Whittier.
“Para mim o homem deve primeiro tomar a decisão. Uma vez tomada, entretanto, tudo o que me cabia fazer era ajuda-lo. Mexer com política não é a vida que eu escolheria pra mim, mas é a vida que o homem que eu amo escolheu, portanto eu devo apóia-lo”. Pat Nixon
Meu Deus… Preciso de uma esposa como Pat Nixon.
Foi nessa primeira campanha política que Pat mostrou toda sua determinação e companheirismo ao marido. Por aquela época, Pat estava grávida da primeira filha do casal, Patrícia, três semanas apos seu nascimento, quando Nixon já tinha dado inicio a campanha ativa, Pat deixou a filha recém nascida com sua sogra e voou para encontrar o marido.
Mesmo ainda estando debilitada fisicamente pela gravidez, ela passou a campanha de 1948, ao lado de Nixon, e depois de uma longa batalha, em um pleito eleitoral onde suas chances eram mínimas, ele conseguiu sair vitorioso da disputa. Conquistando assim uma vaga no congresso americano. \o/
Nixon obteve muito destaque em seu mandato no congresso, sobretudo pelos esforços prestados no “Caso Hiss”. Seu sucesso foi tanto que em 1952, na eleição presidencial americana, Nixon recebeu a indicação do partido republicano para ser candidato a vice na chapa do então candidato a presidência, Eisenhower. Com a eleição de Eisenhower em 1952, Richard Nixon se tornou vice-presidente dos Estados Unidos. E durante alguns meses exerceu o cargo de presidente, devido aos problemas de saúde de Eisenhower. A partir de 1955, Richard Nixon viu-se forçado a preparar-se mentalmente para liderar os Estados Unidos a qualquer momento.
Em 1960, surgiu então sua grande oportunidade; foi indicado pelo partido republicano a concorrer à presidência dos Estados Unidos. Durante nove semanas Richard e Pat se entregaram de corpo e alma a campanha, e estiveram bem próximos da vitória. Porem, o adversário era John Kennedy, e nos últimos dias da campanha, principalmente apos o ultimo debate em rede nacional, Richard Nixon perdeu a eleição, por uma diferença de 80 mil votos na soma geral de eleitores, e uma diferença mínima no colégio eleitoral.
“Por traz de um homem bem sucedido na política, sempre há uma mulher infeliz”.
Depois dessa derrota as coisas mudaram, basicamente porque Pat sentia que cada vez mais Nixon estava afastado da família, ele não tinha mais tempo pra ela e para as crianças, nessa época eles já tinham duas filhas, e entre 1960 e 1962, Pat insistiu para que Nixon deixasse a política, o que ele, recusava. Todavia, em 1962, Nixon sofreu uma grave derrota, quando perdeu a eleição para governador da Califórnia. Essa derrota causou um grave dano político a sua imagem, pois não é qualquer político que suportaria perder, em menos de dois anos, dois pleitos eleitorais de tamanha importância. Pat, então, resolveu por Nixon na parede, e pediu o divorcio. Ela alegou que não agüentava mais aquela vida, que não queria mais aquilo pra ela, e que ele, Nixon, tinha duas opções, ela e as crianças, ou a política. Nixon então prometeu a Pat que estava fora da política, tanto que na mesma noite, ele deu uma coletiva a imprensa, anunciando que estava definitivamente fora. Entre 1963 e 1968 Nixon e Pat moraram em Nova Iorque; ele de fato largou a política, e voltou a trabalhar como advogado, ela, levava uma vida de dona de casa, cuidando da família, ou seja levavam uma vida normal, uma família feliz.
“Nunca é tarde pra quem sabe esperar”. Clara Nunes
Dizem que 1968 foi o ano que não terminou não é?
Realmente, o ano de 1968 trouxe mudanças radicais, na política, nos costumes e em todos os seguimentos da sociedade mundial. Mas alem disso, 1968, foi o ano que trouxe Nixon de volta… Não sei quanto a vocês, mas eu, pessoalmente, adoro retornos… rs
“Quando escrito em chinês à palavra crise é composta por dois caracteres, um representa perigo, o outro, oportunidade”. John Kennedy
Em 1968 os Estados Unidos atravessava o que pra mim, é ate hoje a maior crise de sua historia; estagnação econômica, desemprego, ódio racial, sem contar que já fazia quatro anos que os Estados Unidos estavam sambando na lama do Vietnam. Neste ano, aconteceu uma operação militar no Vietnam que ficou conhecida como “Ofensiva Tet”. Um grupo armado do exercito vietnamita atacou as forças americanas na cidade de Hanói, por todos os lados os guerrilheiros vietnamitas atacavam os soldados americanos, travando batalhas sangrentas, inclusive chegando a invadir a embaixada americana, em suma foi um caos. Do ponto de vista militar, a ofensiva Tet foi um fracasso, porque apesar das batalhas sangrentas, o exercito vietnamita foi rechaçado em todas as frentes que atacou, PORÉM, do ponto de vista político, a ofensiva Tet provocou a queda do então presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, que havia assumido o cargo em 1963 depois do assassinato do presidente Kennedy.
A popularidade do presidente Johnson, em 1968, antes da ofensiva Tet, já era baixa, contudo, depois da ofensiva Tet ela caiu mais ainda, deixando claro que qualquer tentativa dele a reeleição estava condenada ao fracasso. Sendo assim, alguns dias depois da ofensiva, ele fez um pronunciamento ao povo americano, dizendo que:
- Este é um momento triste para todas as pessoas, eu peço a ajuda de vocês, veremos o Vietnam chegar a uma paz honrada, para defender esta causa seja qual for o preço, seja qual for o ônus, seja qual for o sacrifício que este dever possa exigir. Mas, eu não buscarei, e não aceitarei, a nomeação do Partido Democrata para concorrer a um outro mandato como presidente dos Estados Unidos. Boa noite, e que Deus abençoe todos vocês.
Foi então que Nixon ressuscitou, nos dias seguintes todos os principais jornais americanos declaravam que os Estados Unidos precisava de Richard Nixon. E notem, a imprensa sempre foi uma perseguidora contumaz do Nixon, ele sempre foi muito patrulhado. Em 1968, pouco antes de falecer, a mãe de Richard Nixon deu uma entrevista, na qual foi questionada:
- A senhora acha que um dia seu filho voltara a política?
- Não creio que ele tenha escolha. Ele sempre foi um líder.
- E acha que ele será um bom presidente, senhora Nixon?
- Se ele estiver do lado de Deus, será!
Ele então resolveu voltar, na verdade ele já estava em festa, na mesma tarde ele se reuniu com os velhos amigos do Partido Republicano, e os levou pra casa, lá, tomando uísque e comendo picanha, Nixon e os chefões já faziam planos para a campanha, os pontos que eles tocariam, etc. No momento em que eles estavam lá comemorando a senhora Nixon não estava em casa, cerca de uma hora depois ela chegou, e quando ela adentrou a sala de sua preciosa casa, deu de cara com aquele bando de marmanjos tomando uísque, e como era de se esperar houve um sublime silencio.
Sabe aquela cara que vocês mulheres fazem quando estão bravas com o marido ou namorado? Pois bem, foi exatamente essa a cara que a Pat fez. E logo em seguida olhou pra Nixon e disse:
- Pelo visto você decidiu se candidatar, que ótimo, e você por acaso planejava me contar?
A cena foi estonteante, Nixon, gaguejava algumas palavras, mas por fim não disse nada, enquanto isso os outros quatro ou cinco senhores presentes, em silencio, olhavam um pra cara do outro. Nesse mesmo instante Pat, se retirou, e Nixon, claro, foi pro quarto atrás dela. Uma das coisas mais curiosas no desenrolar desse fato é que, quando Pat, foi para seu quarto e Nixon se levantou para ir falar com ela, um dos senhores presentes segurou o braço de Nixon e disse:
- Nixon, nós precisamos dela, precisamos dela, ela valeu cinco ou seis milhões de votos em 1960.
Política é uma coisa de louco mesmo, um tremendo jogo de interesse, a mulher a ponto de largar o cara, e ai, vem um e diz, precisamos dela, pois ela vale “x” milhões de votos.
Quando Nixon entrou, Pat já estava arrumando as malas, ela realmente ia deixa-lo. Desta feita amigos, mais do que em qualquer outra campanha em busca de votos, Nixon teve que usar a velha lábia, aquela habilidade especial que os políticos tem pra convencer os eleitores, já que naquele momento, conquistar o apoio de Pat, era o mesmo que conquistar o voto decisivo da eleição. E foi exatamente este o dialogo que se seguiu entre os dois… Olha o xaveco…
Nixon: Pat?
Pat: Você deve ir, as primarias são em breve.
Nixon: Eles a amam Pat, precisam de você!
Pat: Mas eu não quero que eles me amem.
Nixon: Mais eu preciso de você lá! Não vai ser como dá ultima vez, a guerra aleijou os democratas, eu posso vencer, merecemos! É nosso Pat, finalmente! Ninguém sabe disso melhor do que você, Pat. Lembra do que minha mãe disse? Não somos como as outras pessoas, não escolhemos nosso destino. Podemos mudar as coisas, Pat. Temos a chance de acertar e mudar toda a América. Era nosso sonho, Pat, juntos, para sempre.
Neste momento, Pat olhou Nixon nos olhos, pois as mãos na lateral de sua face e disse:
- Você quer isso mesmo, Nixon?
Nixon: Sim! Acima de tudo!
Pat: E você será feliz?
Nixon: Sim! Sabe que sim! Sim! Serei!
Pat: Então estarei com você! E desta vez, nós vamos chegar a casa branca, eu sinto isso!
Aewwwww BRASIL… \o/
Após o aval de Pat, Richard Nixon mergulhou na campanha. Primeiro reunindo uma base de sustentação política que servisse de alicerce para sua empreitada rumo a Casa Branca, sobretudo porque, tudo indicava que o irmão de John Kennedy, Robert Kennedy, iria vencer as previas dentro do Partido Democrata e, conseqüentemente, seria o adversário de Richard Nixon na corrida presidencial de 1968.
O destino é quem dirá, o amanha como será…
Porem, o que ninguém esperava é que Robert Kennedy seria, assim como o irmão John, assassinado! Ele foi baleado na cabeça, logo após fazer um discurso em uma das cidades onde acontecia previas do Partido Democrata. Isso, nas palavras do próprio Richard Nixon, abriu o caminho para que ele vencesse a eleição que ainda viria.
“Quando vi Bob Kennedy deitado no chão, com os braços abertos, e com os olhos fixos, eu soube que ia ser presidente, a morte dele abriu o caminho, é, Vietnam, os Kennedy´s, eles abriram o caminho da selva pra mim. Sobre os cadáveres, quatro cadáveres. Quantos cadáveres você teve? Centenas de milhares? Onde estaríamos sem a morte? Quem nos ajuda? Deus ou é a morte?”. Richard Nixon
Com a morte de Robert Kennedy, o Partido Democrata ficou sem um nome de expressão capaz de enfrentar Nixon em 1968, pois mesmo quando Robert ainda estava vivo, Nixon já aparecia com uma boa vantagem nas pesquisas de intenção de votos. Agora, sem Bob, o Partido Democrata pouco podia fazer para evitar que Nixon vencesse o pleito eleitoral de 1968. Quando Nixon ganhou as previas dentro do Partido Republicano, aquilo, já foi tido pela imprensa e pelo povo americano, como o prelúdio, do que aconteceria, poucos meses depois na eleição presidencial.
“Quando a mais forte nação do mundo pode se engajar por quatro anos em uma guerra como a do Vietnam sem final a vista. Quando a mais rica nação do mundo não consegue controlar sua própria economia; quando a nação com a maior tradição em legislação é invadida por uma falta de leis sem precedentes; quando a nação que é conhecida por suas oportunidades é assolada por violência racial sem precedentes; e quando o presidente dos Estados Unidos não pode viajar para o exterior e para nenhuma cidade nossa sem temer demonstrações de hostilidade, então esta na hora de uma nova liderança para os Estados Unidos da América. Ao olharmos para a América vemos cidades envoltas em fumaça e chamas, milhões de americanos chorando angustiados, viemos ate aqui para isso? Os jovens americanos morreram na Normandia e no Valley Forge para isto?
Faço votos de que a onda atual de violência não seja a onda do futuro. Comecemos assumindo um compromisso com a verdade, de achar a verdade, de dizer a verdade e viver a verdade!
Uma nova voz esta sendo ouvida hoje através da América. Não é a voz dos que protestam ou dos agitadores, é a voz muda da maioria dos americanos que foram esquecidos. Os que não gritam! Nem fazem demonstrações. Boas pessoas que trabalham duro e pagam impostos.
E quem são eles?
Eu vou dizer quem são…
Eles estão neste auditório aos milhares! São os americanos brancos, negros, mexicanos, ítalo-americanos. São a grande maioria silenciosa.
E finalmente eles se enfureceram! Enfureceram-se não com ódio amigos, mas porque amam a América, e não gostam do que esta acontecendo com ela nos últimos quatro anos.
Vamos entender, o Vietnam não vai vencer nem humilhar os Estados Unidos… Só os americanos podem fazer isso!
Eu lhes digo hoje, Eu lhes digo esta noite… Devemos ter um novo sentimento de responsabilidade e autodisciplina. Precisamos renovar o governo estadual e local. Precisamos reformar o governo totalmente, o governo federal.
Nós do serviço publico sabemos que há prosperidade em tempos de paz…
Sim! Nós podemos reduzir o orçamento da defesa!
Podemos reduzir nossas forças convencionais na Europa!
Podemos restaurar o meio ambiente!
Podemos oferecer melhor tratamento medico e torna-lo disponível a todos!
E sim! Nós podemos fazer uma reforma completa neste governo!
Podemos ter uma nova revolução americana!”.
(Richard Nixon, em discurso feito em 1968, após vencer as prévias do Partido Republicano).
Com o inicio da campanha, Pat voltou a se engajar para contribuir, na medida de suas possibilidades para levar o marido a Casa Branca. Ela viajou por todos os Estados americanos, fazendo corpo a corpo com os eleitores e ministrando palestras em escolas, associações e universidades. Organizava jantares com a elite americana, empresários, banqueiros, empreiteiros e industriais para arrecadar fundos para a campanha. E durante toda a campanha, ela ficava ate altas horas da madrugada, escrevendo cartas de próprio punho a eleitores para esclarecer duvidas, explicar projetos e claro, pedir votos para o marido.
E então, finalmente, o sonho se realizou… Quando, em Novembro de 1968, as urnas foram abertas, Richard Nixon obteve esplendorosa vitória sob o candidato Democrata, tanto no voto popular, quando no colégio eleitoral; e após a vitória, em um discurso arrebatador, que faria do patético Obama um mero animador de circo, Richard e Pat foram aclamados pelos populares, no seu reduto eleitoral na Califórnia. Neste momento, no palanque, em meio a uma multidão de 385.000 mil pessoas, Richard Nixon, segurou a mão a Pat, e disse:
“Diga pra mim que você não queria isso”.

Após chegarem a casa branca, Nixon e Pat realmente implantaram um governo guiado pela necessidade de mudança que a sociedade americana necessitava. Eles reabilitaram a economia, pacificaram a sociedade, e retiraram os Estados Unidos da Guerra do Vietnam. Abriram a China e assinaram um acordo de não proliferação de armas nucleares com a União Soviética, dando assim, paz psicológica ao mundo, acalmando os embates da guerra fria. Pat, sacudiu os Estados Unidos, promovendo projetos sociais, e causas humanísticas. Foi, ate hoje, a primeira dama americana que mais viajou ao exterior, visitando inclusive áreas de combate no Vietnã.
O resultado desse governo magnífico foi que, em 1972, quando Nixon concorreu à reeleição, ele foi eleito com maioria absoluta dos votos, obtendo uma diferencia cavalar sobre seu adversário, diferença que ate hoje não foi superada.
“Não se pode ceder, embora terminado, não se pode admitir nunca, nem para si mesmo… Ora, a gente, nós conhecemos bem, que acham que podem ficar no meio da arena e gritar, minha culpa, minha culpa, enquanto todos gritam e cospem em você. Mas um homem não chora, eu não choro, não se chora, luta-se”. Richard Nixon
Todavia, 1972 foi também o inicio do fim…
Durante a campanha de 1972, um grupo de “espiões” a mando de altos membros do governo, invadiu o prédio Watergate, que, durante aquela campanha era sede de um dos comitês do Partido Democrata, para grampear telefones, e roubar documentos. Porem, no momento em que esses espiões invadiram o prédio, eles acabaram sendo presos. O que gerou um escândalo, (O caso Watergate) que, parecia que iria passar despercebido.
Mas, após a eleição de Nixon em 1972, a imprensa americana, que sempre teve uma enorme predileção pelos democratas, passou a investigar este caso. E o que era um simples arrombamento, se transformou em uma crise institucional nos Estados Unidos. Pouco a pouco, um a um dos mais importantes ministros do governo Nixon foram caindo, ate que, já em 1974, se descobriu que foi o próprio Richard Nixon quem autorizou aquela operação. Diante disso, a permanência de Nixon na Casa Branca se tornou insustentável. Execrado pela mídia, os índices de popularidade dele que ate 1973 eram altíssimo caíram assustadoramente, com sua equipe de governo desmantelada, e não tendo mais a governabilidade no Senado e na câmara do representantes, foi instaurado um processo de impeachment contra Nixon. Diante disso, ele só tinha duas opções, sofrer uma humilhação publica, ou renunciar. E infelizmente, ele acabou renunciando em Agosto de 1974.
“Há muitas carreiras boas, este país precisa de bons fazendeiros, bons encanadores… Bons carpinteiros. Lembro-me do meu pai, creio que o teriam chamado de: um homem simples, um homem comum. Mas ele não se considerava assim.
Sabem o que ele era?
Primeiro foi um condutor de bonde, depois foi fazendeiro, depois teve uma plantação de limões. Era a plantação de limões mais pobre da Califórnia, posso garantir. Ele a vendeu antes que encontrassem petróleo nela. Depois foi merceeiro. Mas foi um grande homem, porque, fazia o seu trabalho. Cada trabalho conta ate o fim não importa o que aconteça.
Ninguém jamais escrevera um livro sobre a minha mãe. Bem, acho que todos vocês diriam o mesmo sobre suas mães.
Minha mãe era uma santa!
E penso nela com dois filhos morrendo de tuberculose, e vendo cada um deles morrer, e quando eles morreram… (Lagrimas)
Sim! Nunca escreverão livros sobre ela. Mas ela era uma santa!
Agora, no entanto, olhamos para o futuro.
Eu me lembro de uma coisa que Theodore Roosevelt descreveu quando sua primeira esposa morreu, aos vinte anos. Ele achou que a luz se apagara de sua vida para sempre. Mas ele continuou, e não só se tornou presidente, mas como ex-presidente ele serviu ao seu país, sempre na arena, tempestuoso, forte. E às vezes certo, às vezes errado, mas ele era um homem. E ao sair, este é um exemplo do qual acho que todos nós devemos nos lembrar.
Nós achamos, às vezes, quando as coisas não dão certo para nós, achamos que quando alguém que nos é caro morre, quando perdemos uma eleição, ou quando sofremos uma derrota, que tudo terminou. Não é verdade! É somente um começo. Sempre! Porque a grandeza aparece não quando as coisas dão certo para você, a grandeza vem, quando você é realmente testado, quando sofre decepções, perdas, quando a tristeza chega. Por que só quando se esteve no mais profundo dos vales, é que se reconhece, a magnificência, de se estar na mais alta montanha.
Portanto eu lhes digo, que neste momento, nós saímos orgulhosos das pessoas que estiveram ao nosso lado, que trabalharam para nós, e que serviram a este governo, e a este país. Queremos que continuem a servir o governo se for de sua vontade.
Lembrem-se, dêem sempre o melhor de si, nunca se desencorajem, nunca sejam pequenos; e lembrem-se sempre, outros podem odiá-lo, mas aqueles que o odeiam só poderão vencer se vocês os odiarem, e então, vocês destruíram a si mesmos.
Assim saímos com grandes esperanças, boa disposição, e com profunda humildade. E eu digo a cada um de vocês, que não só nos lembraremos de vocês, mas que estarão, para sempre, em nossos corações, e estarão em nossas preces. Pois eu sei, que vocês serviram a mim, com total lealdade”.
(Richard Nixon. Discurso realizado em Agosto de 1974, quando renunciou a presidência dos Estados Unidos).
Eu imagino, o quanto deve ser doloroso ter que renunciar a uma coisa que você sempre sonhou e que batalhou tanto pra conseguir. Porém, isso não anula todas as coisas boas que Nixon e Pat fizeram durante o tempo em que ocuparam a Casa Branca. Já que pra mim, não resta duvida, Richard Nixon, superou John Kennedy e Roosevelt, e é, de fato, o maior presidente da historia dos Estados Unidos, por tudo que realizou.
“É uma tragédia, porque esteve a ponto de alcançar a grandeza. Ser arruinado por um arrombamento de terceira classe é um destino de proporções bíblicas”. Henry Kissinger
Após a renuncia Nixon realmente deixou a política, e passou os anos seguintes como um cidadão comum ao lado de Pat. Ela faleceu, de câncer, em 1993. Richard Nixon morreu, menos de um ano depois, em abril de 1994. Acredito que muitos de vocês devem estar dizendo: Po… Esse artigo fala mais do Richard Nixon, do que propriamente da Pat.
Eu ate concordo, mas ai é que esta, se não fosse a Pat, Nixon dificilmente teria conquistado tudo que conquistou, e chegado aonde chegou, pois Pat, representou na vida dele, algo que é fundamental na política. Ela foi companheira, solidária, e, sobretudo, foi um porto seguro, pois ela era aquela pessoa que sempre esteve do lado dele nos momentos importantes. Como por exemplo, quando Eisenhower queria que ele renunciasse a vice-presidência em 1957, por causa dos boatos gerados pelo que ficou conhecido como: “O fundo Nixon”, foi Pat quem disse a Nixon para não renuncia e lutar. Enfim, sem querer ser redundante (e talvez já sendo), Pat foi à mulher que representa a condição “sine qua non”, na vida de qualquer grande político. Ou ate, de qualquer homem.
Texto escrito por Vagner Leme, estudante de Direito do Mackenzie. Hoy prestigia o’Ventilador falando de mulheres no poder. O texto está sendo dividido em partes para um maior conforto do leitor . Para ler os outros textos basta clickar aqui.

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