Positividade, otimismo, felicidade e outras baitolices 10 Comentários
Realmente não sou uma pessoa muito positiva (vide: mal humor constante) e tenho pensado nisso nesses dias. Segundo certas pessoas, sou adepta do “vitimismo”, porém eu discordo.
“Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui uma pessoa coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar – e se deleitar – com as cores do mundo.” (Não se faça de vítima, Revista Planeta, Setembro/2007)
Eu sou vítima é do realismo. Esse realismo inclui todas as coisas ruins passiveis, e também boas, mas sempre as ruins vem com força para anular as boas. Mas mesmo assim, não me considero uma pessoa triste e pessimista. Lendo a revista Planeta, li umas matérias relacionadas a felicidade, otimismo e positividade e me deu até vontade de ser mega-uper-feliz. Foi comprovado, que pensar positivo traz beneficios a saúde do ser humano (vide matéria): diminuem as dores, melhoram humor, auto estima, imunidade e até TPM, dentre outros fatores. Por esse motivo, estou tentando a me adaptar a pensar positivo, é difícil, mas não custa tentar. Segundo a revista Planeta, pensar positivo é uma questão de treino e o otimismo é uma habilidade que pode ser ensinada e aprendida e existem até ciências para o estudo do otimismo, como a psicologia positiva e o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB)
“A psicologia positiva propõe uma mudança de postura com conseqüências revolucionárias para essa área: estudar tanto o que vai mal como o que vai bem na psique da pessoa, e extrair desse lado saudável os elementos básicos para a cura” (Eduardo Araia. A ciencia do otimismo. Revista Planeta, Dezembro de 2007)
É bem interessante o conceito de psicologia positiva mas não é tão fácil pensar positivo e ser feliz, quando não se tem o emprego dos sonhos, não se é rico, é feio e se tropeça a cada 2 metros num morador de rua. (exagero mode on) Você pensa MAIS positivo quando não se encaixa em nenhum dos itens acima OU quando se é um ser humano superior que não é atingido por nenhuma energia demoníaca de nossa sociedade. Claro que a felicidade e posivitividade não está ligada SOMENTE a esses itens, mas influi muito e isso é inegável. Essa é uma das formas de se pensar e é a minha opinião nesta fase da minha vida. (mas como havia dito, estou trabalhando para mudar isso) E está é a forma que eu gostaria de pensar (sobre a felicidade):
“Já a filosofia budista aponta para outra fonte de felicidade, aquela que tem origem em estímulos internos. É o estado em que o indivíduo vivencia o ’ser’, ao contrário de reagir apenas aos estímulos externos. A ciência comportamental comprovou que, de fato, a mente pode ser treinada por meio de práticas específicas (como a meditação) para promover estados duradouros de serenidade e contentamento. Quando a felicidade é compreendida dessa maneira, a busca desenfreada pelas sensações externas e o conseqüente consumo insustentável dos recursos naturais podem ser reduzidos consideravelmente, promovendo uma economia mais saudável.” (Haroldo Castro. Como exportar felicidade. Revista Planeta, Janeiro de 2009)
No Butão (? Uma nação da Cordilheira do Himalaia), é adotado o Índice de Felicidade Interna Bruta (leia a matéria para entender) e o primeiro ministro, em um discurso numa assembléia geral da ONU, disse a seguinte frase:
“É responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita aos cidadãos buscar a felicidade. O bem-estar material é apenas um componente e este não assegura que os cidadãos estejam em paz com o ambiente e em harmonia entre eles.” (Primeiro-ministro do Butão, Jigme Thinley)

“A Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o PIB. Em nosso processo de desenvolvimento, a felicidade precede aprosperidade econômica.” Primeiro-ministro do Butão, Jigme Thinley
É sensacional ver que um líder possui essa visão de felicidade e de desenvolvimento, mas será que tudo isso não passa de uma utopia? Nesse reino himalaio, cheio de budistas – seres superiores espiritualmente – aparentemente deu certo, mas será que é possível a humanidade, inserida nos meios que estão, adotar essa nova visão da vida? Eu já não acredito mais na possibilidade e não é questão de “levar o mundo pro buraco”, é questão de ser realista mesmo. Seria eu realista e pessimista demais? Ao meu ver, essa é uma maneira muito inteligente de se encarar a felicidade: Ser feliz sem “a busca desenfreada pelas sensações externas” e infelizmente eu ainda não atingi esse nível de serenidade, um bom nível para encarar o mundo dessa maneira. O jeito é viver no mode: “deixa a vida me levar”, dar bom dia e um sorriso aos mendigos em seu caminho e relevar certas coisas que nos atinja negativamente nesse mundo podre (fingir que não vê mesmo. E de qualquer forma eu recomendo o positivismo/otimismo/e outras baitolices a todos os “homens de boa vontade” e pra treinar o otimismo, seguem uns exercícios básicos para todos os dias:
E quando encontrar alguém que “leve tudo pro buraco” (tipo eu, as vezes) respire fundo, jogue em cima dela a perspectiva positiva das coisas (vide imagem acima), mande-a para aquele lugar/recomende um namorado(a), dance rebolando e cante para ela “Don’t worry about a thing, cause every little thing gonna be all right. Rise up this morning, smile with the rising sun…” e mande por email os links listados abaixo:
• Não se faça de vítima
• A ciência do otimismo
• Como exportar a felicidade
• Vale a pena pensar positivo
No fim, este post não é nenhum texto mirabolantemente inteligente e, não tem nenhuma conclusão. Não passa de um bando de links para matérias da revista Planeta – que aliás eu recomendo a leitura e, não estou ganhando nada com isso.



Bom, como to meio sem tempo vou tentar, tentar, ser o mais breve possivel.
Muito interessante esse artigo, e ao contrario do vitimismo – sim ela se fez de vitima -, “No fim, este post não é nenhum texto mirabolantemente inteligente e, não tem nenhuma conclusão. Não passa de um bando de links para matérias da revista Planeta “, da autora ele esta bem legal, e me fez pensar muito.
Minha conclusoes…
“Eu sou vítima é do realismo. Esse realismo inclui todas as coisas ruins passiveis, e também boas, mas sempre as ruins vem com força para anular as boas. Mas mesmo assim, não me considero uma pessoa triste e pessimista. ”
Concordo plenamente, fica muito dificil ser otimista quando tudo a sua volta mostra o contrario, nao sei se, no caso se trataria de ser otimista, ou de fugir da realidade.
“É bem interessante o conceito de psicologia positiva mas não é tão fácil pensar positivo e ser feliz, quando não se tem o emprego dos sonhos, não se é rico, é feio e se tropeça a cada 2 metros num morador de rua”.
Esse é um ponto que retorna ao pensamento anterior, sua vida ta uma merda, sem dinheiro, as pessoas te zuando e voce “faz de conta” que tudo esta otimo e vai melhorar.
“Você pensa MAIS positivo quando não se encaixa em nenhum dos itens acima OU quando se é um ser humano superior que não é atingido por nenhuma energia demoníaca de nossa sociedade. Claro que a felicidade e posivitividade não está ligada SOMENTE a esses itens, mas influi muito e isso é inegável. Essa é uma das formas de se pensar e é a minha opinião nesta fase da minha vida”.
Tambem assino em baixo desse ponto, sobretudo na parte “Essa é uma das formas de se pensar e é a minha opinião nesta fase da minha vida”.
“É sensacional ver que um líder possui essa visão de felicidade e de desenvolvimento, mas será que tudo isso não passa de uma utopia?”.
Pode ser! Com uma probabilidade muito maior para o “ser”… rs
“… mas será que é possível a humanidade, inserida nos meios que estão, adotar essa nova visão da vida?”.
NÃO!
“Seria eu realista e pessimista demais?”.
Realista!
Bom, em suma, texto legal, e bem inteligente, alias, voce fica ai se fazendo de vitima, mas seu texto é bem interessante…
Beijos… E parabens!
Eu sou a burra. Então ….
“Bom, em suma, texto legal, e bem inteligente, alias, voce fica ai se fazendo de vitima, mas seu texto é bem interessante…”
Faço minha as palavras do Koba. É bem isso mesmo!
Realmente se fez de vítima. Minha opinião sobre esse “vitimismo” é que por trás tem um interesse. Isso mesmo, digo isso porque já fui assim. Deixe-me explicar. A pessoa diz “não sei fazer isso” pra uma atividade completamente normal ou algo que todos tenham que fazer, dai lá vai o chefe, amigo, mãe dizer “tenta que você é capaz”. Você aceita o desafio e faz. Sai uma merda, ou porque você é um porco preguiçoso ou porque não tem habilidade. Em seguida surge o teu chefe dizendo que ficou uma merda e lá vai você lamentar em vez de mudar isso e CRESCER. Ou pior, vem alguem dizendo que está ÓTIMO aquela bosta que você fez e você fica feliz com seu trabalho mediocre.
Acredito que positivismo seja apenas um maneira de pensar, de criar expectativas, de ser alheio a realidade.
Bom post, valeu a tentativa.
Quando falou sobre psicologia positiva, lembrei muito de um filme interessante que envolve o tema ’ser feliz’, mesmo não tendo o emprego do sonho, sendo feio, ou tropeçando a cada cinco minutos.
É um filme de 2008 do Mike Leigh, chamado Happy-Go-Lucky, com a premiada Sally Hawkins no papel de Poppy. Ela no filme é toda psicologia positiva!
Ótimo post!
Ta vendo Li-Liz… Ta vendo…
Eu te disse no MSN que voce tava se fazendo de vitima… Eu disse!
rs…
As mazelas sociais e esses chamados “fatores externos” influem sim na nossa vida e por conseqüência no nosso estado emocional, afinal os seres humanos são por natureza “seres sociais”.
Agora, uma coisa é admitir que esses fatores influenciam na nossa felicidade, outra é colocar toda a culpa de nossos problemas e infelicidade nesses fatores. Vamos pegar um breve exemplo: todos vocês sabem que a Itália foi atualmente afetada por graves terremotos onde milhares de pessoas morreram. No meio disso tudo, uma senhorinha que ficou soterrada durante alguns dias, tendo sido resgatada e estando frente a um repórter da televisão local, teve o bom humor de comentar que seu cabelo estava muito desarrumado para aparecer na televisão! Agora me digam: ela não teria tudo para estar chorando e lamentando sua tragédia? Ao invés disso ela sorriu e brincou com a situação. Seria ela mágica? O “Buda da Felicidade”? Não!
Para explicar esse caso, vou recorrer a teoria chamada “Filtro das Crenças”. Em resumo, todas as pessoas, de acordo com suas vivências, personalidade e outros tantos fatores, criam em seus cérebros diversos “filtros de crenças” através dos quais vêem sua realidade. Levando em consideração que o modo pelo qual vemos nossa realidade é baseado em nossas crenças, esses filtros servem apenas como mecanismo de afirmação na realidade para tudo o que já temos estabelecido como crença. Exemplificando: no seu escritório existe uma certa pessoa que você entende que não gosta de você, seja por atitudes dela ou até por um erro de comunicação ou interpretação de atitudes. Como você já pré-estabeleceu que essa pessoa não gosta de você, toda e qualquer atitude dela só vai reforçar essa sua idéia. Vamos supor que um dia você chegou no escritório e disse “Bom dia”, porém ela estava tão concentrada num e-mail que era “aquele abacaxi” e não te ouviu, com certeza seu filtro vai te passar essa atitude como “sabia que ela não gostava de mim! Nem ao menos responde meu bom dia”. E assim por diante.
Portanto, cabe a nós mesmo escolhermos através de quais filtros vamos ver nossa realidade. Podemos escolher ver a realidade através de filtros “cinzas e opacos”. Ou não.
Não trata-se de “fugir” da realidade ou de “viver num mundo de sonhos”. Trata-se de admitir que, SIM, existem problemas e muitas coisas ruins no mundo, MAS mesmo assim, o mundo pode ser melhor. Os problemas se tornam muito mais graves e insolúveis quando entramos na corrente do “é tudo mesmo assim, e nada nunca vai mudar” e dessa forma não fazemos a nossa parte. Como conseqüência, sim, de fato, nada nunca mudará.
A nossa felicidade parte SIM, em grande parte, de dentro de nós mesmo e nós podemos SIM fazer a diferença. É lógico que nossa vida não vai ser sempre sorrisos e um eterno comercial de margarina, mas frente a tudo isso, temos duas escolhas: lamentar e continuar reclamando ou optar por mudar e assumir o controle de nossa vida, tornando-a a melhor possível. Acho que é muito claro para todos, qual delas é a mais fácil, não é mesmo?
Li-Liz… o Li-Liz…
Mais um carma na sua vida….
Corinthians 2 x 0 São Paulo
huaHUAhuaAhuahuaHU
[...] A competição ocorre entre julho e outubro, e tem como objetivo promover o pensamento positivo: inspirar as pessoas e fazer uma diferença positiva na vida de outras pessoas – aliás, você já leu nosso artigo sobre positividade? [...]
Antes de ler sua postagem eu estava em uma de minhas crises diárias de “vitimismo”, vou ler mais duas vezes e tentar achar mais algumas coisas desse tipo na internet pois minha mania de ser ” vitima do mundo” está me causando vários problemas, na verdade nem sei se sou vítima do mundo….MAS SE TODO MUNDO ESTÁ DIZENDO QUE EU SOU ASSIM, vou tentar consertar as coisas apesar de não acreditar em uma solução, as pessoas dizem que sou pessimista mas ” O MUNDO NÃO É ESSA BELEZA TODA.”
parabéns pelo post, vou salvar aqui pra continuar lendo …
SÓ PRA COMPLEMENTAR….
FICO FELIZ EM SABER QUE NÃO SOU A ÚNICA A SOFRER DISSO! HAHAHA….baitolices e baitolices